menu

Os benefícios da prótese capilar para quem sofre de alopecia [ENTREVISTA]

10/07/2018 - Por: Redação JakBell

Ter um cabelo bonito, saudável e bem cuidado é certamente o sonho de muitos homens e mulheres por aí. Mas, infelizmente, nem sempre isso é possível, devido a uma infinidade de fatores que podem contribuir para uma boa ou má condição capilar. E a alopecia é certamente uma delas.

Podemos considerar que existem mais de cem tipos de alopecias por aí, porém a mais comum e que costuma afetar a saúde capilar de muita gente, é a alopecia androgenética, uma condição que interfere diretamente no crescimento do cabelo. Apesar de não existir uma cura para ela ainda, a pessoa pode optar por realizar tratamentos capilares, que irão ajudar a recuperar a saúde e a estética do fio, reduzindo consideravelmente a progressão da alopecia em muitos casos.

Além disso, também existe a possibilidade de contar com o uso de perucas e próteses capilares, que oferecem o melhor suporte para os que sofrem com a calvície. Os acessórios podem ser usados em diversas ocasiões, principalmente as próteses, que dão a opção de uma vida completamente ativa, o que inclui a prática de esportes e banhos sem qualquer complicação. A professora de ballet Yumi Araki que o diga!

Yumi tem 26 anos, é carioca e foi diagnosticada com alopecia desde muito cedo. Ela chegou a realizar alguns tratamentos, porém hoje administra a sua condição fazendo uso da Full Lace, uma prótese capilar inteira, que a acompanha em diversas ocasiões, inclusive durante a aulas de ballet. Yumi admite que o acessório foi essencial para a melhora na sua autoestima, e que consegue realizar praticamente todas as suas atividades fazendo uso da mesma. Ela decidiu conversar com a equipe da Jakbell e resolveu compartilhar um pouco deste processo com a gente. Vem saber também!

Como é a sua relação com a alopecia. Quando você descobriu que tinha?

Yumi: Bem, eu tive pela primeira vez aos 8 anos, mas foi só um spot bem pequeno que eu tratei com injeção de corticoide, e o cabelo cresceu. Depois, voltei a ter com 13 anos e tenho até hoje. No começo, a minha relação com a alopecia era uma luta mesmo. Para alguém que está passando pela adolescência, ter que lidar com isso com certeza é mais complicado. Queria poder fazer penteados e mudar o cabelo, mas sempre ficava em função de esconder os pontos sem cabelo. Nunca estava feliz com a minha aparência e minha autoestima era muito baixa. Era como um ciclo, a tristeza e a angústia que eu sentia só pioravam o quadro da alopecia, e quanto mais o cabelo caia, pior eu me sentia.

A partir do diagnóstico, qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça?

Acho que no primeiro momento eu não esquentei muito a cabeça, pensei que fazendo os tratamentos o cabelo fosse crescer, como quando eu tinha 8 anos. Não conhecia nada sobre essa doença, como a maioria das pessoas. Depois com o tempo, que percebi que não era tão simples assim, comecei a ficar preocupada.

Então você chegou a realizar algum tratamento, não foi?

Hoje eu não faço mais nada, só terapia, que eu acredito que tem sido o melhor “remédio”, mas já fiz vários tratamentos. Injeções de corticoide, cabine de luz UVA e UVB, Minoxidil, Therapsor, Crioterapia, entre outros.

O que mudou depois disso?

Hoje em dia, depois de conviver tanto tempo com isso, minha relação com a alopecia é outra. É muito mais de aceitação e de aprender a conviver com ela. Eu sou assim, as pessoas que são importantes pra mim e que eu amo, me aceitam do jeito que eu sou. E o mais importante de tudo, eu comecei a me aceitar dessa forma. Isso faz parte da minha história e me ajudou a construir o ser humano que sou hoje. Não vou dizer que é fácil, tenho dias bons e ruins, mas me sinto muito mais confortável com essa situação agora.

Soubemos que você está grávida (aliás, parabéns!). Neste caso, você teve algum problema em relação à queda de cabelo durante a gestação?

Obrigada! Não tive nenhum problema de queda, pelo contrário! Os poucos cabelos que eu tinha começaram a crescer e algumas áreas que não tinham nenhum cabelo, agora estão ficando cheias. Estou muito feliz!

Yumi sem a prótese capilar (foto: reprodução Instagram)

Quando você comprou o seu primeiro acessório capilar?

Quando estava com 15 anos, uma peruca de cabelo humano.

Fazendo uso da Full Lace (foto: reprodução Instagram)

Reparamos que você faz uso da Full Lace constantemente em fotos e vídeos. Como é o seu dia a dia fazendo uso dela?

Costumo usar mais quando tenho algum evento, ou quando vou dançar. O dia a dia é bem tranquilo. Dá pra fazer tudo normalmente, posso prender se estiver muito calor, fazer penteados, é quase como ter o cabelo de volta! (risos) Comecei a usar quando tinha 18 anos, nessa época que eu usava com mais frequência. Ficava até 30 dias com ela na cabeça direto, frequentava piscina e praia, super de boa.

A manutenção da prótese foi/é fácil pra você? Onde vc faz, em casa ou em algum lugar?

Agora que uso menos tempo eu faço a manutenção em casa mesmo. Quando usava constantemente, fazia a manutenção na JakBell, que é onde compro as próteses. Lá é bom, porque eles colocam a prótese super certinha e deixam o cabelo maravilhoso. Fazer em casa não é difícil, mas colocando com os profissionais certos sempre fica melhor.

As pessoas acham que você está de prótese? O que elas falam?

As pessoas que me conhecem já sabem que eu uso, mas sempre dizem que fica com um aspecto super natural. Quando coloquei pela primeira vez pra dançar e fiz o coque, todos ficaram bem surpresos com a naturalidade. Quem não sabe que você está usando nem consegue perceber.

Qual foi a maior dificuldade que você sentiu quando começou a usar o acessório?

Acho que é a sensação da cola na cabeça, mas com o tempo você se acostuma. Outra coisa, é essa identidade que eu acredito que cada prótese, ou peruca traz. Você se olhar no espelho e se reconhecer é uma dificuldade, mas ao mesmo tempo acho que é a melhor coisa de poder usar próteses e perucas. Se sentir renovada e diferente.

Qual o maior benefício da prótese capilar para você?

Não sei se todas as pessoas que passam por essa situação se sentem dessa forma, mas pra mim, não ter o cabelo me faz sentir falta das pequenas coisas. Como acordar de manhã e me olhar no espelho com aquele cabelo bagunçado, ou lavar o cabelo e sentir ele molhado nas costas. A prótese me proporciona essas pequenas coisas, além de ajudar na minha autoestima. Sair nas ruas sem cabelo, significa chamar atenção e atrair olhares, que nem sempre vão ser bons. Aprender a conviver com essa situação, também é aceitar que em alguns momentos você só quer sair na rua e se sentir tranquila, usar a prótese faz eu me sentir segura e confiante. Acredito que esses sejam os maiores benefícios que a prótese me traz.