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Conheça a história de superação da empresária Carmem Suassuna [ENTREVISTA]

08/08/2018 - Por: Redação JakBell

Saber se reinventar nunca é um processo fácil. Para que isso ocorra, é necessário um completo autoconhecimento, para que a pessoa consiga se superar e vencer os grandes desafios da vida. E isso vale para qualquer situação que tenhamos que passar algum dia, seja um momento profissional, familiar ou até mesmo algo mais íntimo e pessoal.

E não existe uma regra para que isso ocorra, de pequenas a grandes situações, você sempre pode fazer a diferença. E foi isso o que a publicitária Carmem Suassuna fez. Ela pegou o seu limão, juntou força de vontade mais boas ideias, e criou a sua preciosa limonada, que não só foi importante para que ela pudesse enfrentar os seus próprios problemas, mas a transformou em uma pessoa visionária e empresária de sucesso.

Carmem é moradora da cidade de Recife, região nordeste do país, e desde muito jovem, precisou aprender a lidar com os problemas e as adversidades da vida. Aos 18 anos, ela foi diagnosticada com alopecia androgenética, uma das maiores causadoras da queda de cabelo em homens e mulheres em todo mundo. No entanto, até entender o motivo da sua perda capilar, ela passou por um longo processo até encontrar o diagnóstico correto.

Após entender a sua atual condição, Carmem não se abalou e decidiu correr atrás de novas alternativas para o seu dia a dia. Foi então que começou a fazer uso de apliques, perucas e próteses capilares. Esta última, aliás, foi o que acabou despertando nela mesma, um insight para os negócios como empreendedora. Completamente satisfeita com o resultado da prótese, Carmem decidiu aprender mais sobre ela e resolveu iniciar um curso na Jakbell.

E de acordo com a mesma, a experiência foi tão proveitosa, que a ajudou completamente na abertura de seu novo negócio especializado em soluções capilares, localizado na cidade de Recife. Hoje, Carmem é considerada um exemplo de sucesso e superação, tendo, inclusive, concedido entrevistas a programas como o “Encontro com Fátima Bernardes” na Rede Globo, além do SBT e outras mídias.

Carmem ao lado da apresentadora Fátima Bernardes.

Como e quando você descobriu que o seu cabelo estava caindo?

Carmem: Minha mãe começou a notar umas entradas no meu cabelo quando eu tinha 18 anos (2005). Nessa época eu estava cursando o 3º ano do ensino médio, prestes a fazer o vestibular. Diante dessa cena, achamos que poderia ser apenas uma crise de ansiedade e/ou estresse, e decidimos marcar a primeira médica, dermatologista, pra saber como proceder e como fazer pra reverter a falha. A partir daí tinha começado a minha saga.

Você chegou a procurar/realizar tratamentos?

Depois de quase um ano de tratamento com medicamentos tópicos e cápsulas receitadas pela dermato, e sem resultado nenhum, resolvi procurar um endocrinologista, para saber se aquela queda poderia ser alguma deficiência de vitaminas ou minerais ou qualquer coisa desse tipo. Depois de solicitar todos os exames, o profissional sugeriu que eu tomasse corticóide para prevenir qualquer doença imunológica, mesmo sabendo que minhas taxas estavam normais. Passei dois anos tomando essa medicação, mais uma vez, nenhum resultado positivo estava acontecendo. Eu estava com a saúde muito frágil e super inchada, por conta do corticóide e o cabelo continuava caindo. Ou seja: nada feito. Parti para uma outra opção em 2009 e procurei um clínico geral. E, mais uma vez, ele passou uma lista interminável de exames e nada deu alterado. O que ele fez foi o desmame do corticóide e pronto.

Quando veio o diagnóstico da alopecia androgenética?

O último médico a ser procurado (isso durou quase 6 anos), foi outro clínico geral. Mas esse, em especial, é conhecido aqui em Recife por ser o médico convocado quando ninguém consegue fechar um diagnóstico real (eu brinco dizendo que ele é o Dr. House daqui!) [risos] . Ele é especialista em descobrir doenças e síndromes raras. E, de novo, fiz mais outra bateria de exames e tudo deu certo. Por exclusão, ele me disse: “Carmem, você está completamente saudável. Não tem nada de errado com você. Essa sua queda de cabelo só pode ser a alopecia androgenética, a calvície feminina. Não é uma doença, é uma condição genética. Mas não tem cura. o que podemos fazer é retardar o processo.” E foi aí que eu decidi parar de tentar tratar e aceitar a condição.

Você faz uso de acessórios capilares no dia a dia?

Comecei a usar em 2010. Primeiramente, um aplique de topo porque eu ainda tinha cabelos. Depois de dois anos quase carequinha, resolvi raspar a cabeça e troquei minha peça para uma prótese capilar. Foi a melhor escolha da vida! Me apaixonei pelo resultado, muito mais natural e mais seguro. Hoje em dia não uso mais. Em 2016, resolvi assumir a calvície para o mundo. Fiz isso pensando no meu negócio, o salão especializado em soluções capilares. Afinal de contas, meus clientes precisavam saber que eu também era usuária, que eu também tinha problemas com os cabelos e que isso não era o fim do mundo.

Carmem fazendo uso de uma peruca JakBell.

Qual a importância deles para a autoestima de uma pessoa na sua opinião?

No período que usei, e deixo isso muito claro para todos os clientes (homens e mulheres), minha autoestima era lá em cima! Eu não ficava preocupada com os olhares alheios de curiosidade ou de dó, que normalmente acontecem quando você tem pouco cabelo e/ou careca. Antes de usar a primeira peça, minha autoestima era muito baixa e eu era super insegura. Tudo foi se agravando desde quando comecei a notar a queda. Quanto mais ralinho era o cabelo, mais vergonha do mundo eu sentia. Então, quando coloquei a primeira peça, foi uma surpresa! A sensação era que eu podia voltar a ter uma vida normal. Me sentir bonita e poderosa do mesmo jeito. A aceitação da condição foi mais fácil com as
soluções capilares.

Quando e como você iniciou sua carreira como cabeleireira?

Eu já usava peruca fazia quase 2 anos, fazia manutenção toda semana e não estava nem um pouco satisfeita com os atendimentos dos salões que eu ia. Já tinha visitado 3 salões para fazer a manutenção e sempre me decepcionava tanto com o atendimento como com o serviço. Foi então durante uma aula de MBA, na cadeira de “pesquisa de mercado” que tive o insight de abrir o negócio especializado em soluções capilares. Meu pensamento foi que se eu sofria com o serviço aqui em Recife, outras pessoas também poderiam estar passando pela mesma situação. Então a ideia fazia todo sentido. E foi aí que começou minha jornada pra me tornar cabeleireira. Até então eu não sabia absolutamente nada de cabelos. E para trabalhar com perucas, próteses e apliques eu precisava saber, afinal de contas, é a matéria prima das peças. A ideia veio em 2012. Mas eu só comecei a me movimentar para começar a tirar a ideia do papel em 2014, quando tomei coragem e pedi demissão da agência que trabalhava e me joguei de cabeça no planejamento.

Sabemos que você realizou um curso com a Jakbell sobre próteses capilares. Como foi esse aprendizado?

Foi maravilhoso e extremamente importante para me dar mais segurança sobre as técnicas de cuidados com cada peça. Antes da Jakbell eu só tinha noção de cuidados com um tipo específico de peruca e de prótese: as que eu usava. Depois da Jakbell, minha cabeça mudou e eu aprendi as outras tantas possibilidades de soluções e segurança para todo tipo de caso. O curso foi de 6 horas, e eu tinha combinado de fazer 3h em 2 dias, mas eles me deram a oportunidade de ficar indo para o salão todos os dias da semana, pra eu acompanhar a movimentação de clientes, da recepção, da produção e da manutenção da empresa.

Hoje você possui um espaço próprio em Recife para cuidados capilares, mas também realiza a venda de próteses e perucas. Chegou a rolar alguma parceria com a Jakbell em relação a isso?

Claro! A Jakbell é minha parceira de vendas! Ofereço as opções de peças que já estão no salão. Mas se a cliente não gostar ou não achar que tem uma igual a seu cabelo por lá, falo com o pessoal da Jakbell e a gente solicita novas peças (podendo ser até sob encomenda) para os clientes. A parceria é incrível. Não tem como dar errado quando as duas partes se dão bem e se ajudam com tudo.

Carmem virou dona de seu próprio espaço em Recife, o Carmem Beautyque

Qual a sua opinião em relação a este tipo de mercado?

Olha, antes de eu me jogar real no planejamento para tirar a ideia do papel, contratei uma empresa de pesquisa de mercado aqui em Recife. E constatamos o que eu já tinha certeza: o mercado aqui tem muitas chances de dar certo. Além de ser o primeiro polo médico Norte/Nordeste e o segundo do Brasil em modernidade e avanço tecnológico, é também o segundo do país, uma grande referência na área da oncologia. Muitas pessoas viajam até Recife para procurar ajuda. E de todas as pessoas que já atendi no salão, quase 90% eram pacientes com CA (câncer).

E nesse sentido, quais são os desafios e oportunidades existentes?

O desafio é manter a ideia inicial do projeto: Ser um salão especializado em soluções capilares e ter um atendimento que supere as expectativas. Umas das oportunidades é também ser usuária das soluções, representando e dando forças para todos os clientes que chegam no salão. Trabalho muito com empoderamento, superação e aceitação com os cabelos e com a vida. O salão vai além de ser apenas prestação de serviços e acaba se tornando um local de acolhimento e troca de experiências.

E quem for de Recife e quiser conhecer mais do trabalho da Carmem, é só acessar o site do Carmem Beautyque – Soluções capilares. Telefone: (81) 99606-3923, ou através das redes sociais Facebook e Instagram.

A Carmem tem um recadinho pra você!