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Tudo sobre Finasterida, Minoxidil e outros inibidores do DHT

28/09/2018 - Por: Redação JakBell

A alopecia androgenética é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos levando à queda dos cabelos, que sofrem um processo de miniaturização. A herança genética pode vir do lado paterno ou materno, mas os genes determinantes ainda não são conhecidos.

A alopecia androgênica é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos, que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT). É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos.

O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície. A incidência da alopecia androgenética é de cerca de 30% dos homens com mais de 30 anos, e mais de 50% dos que estão acima dos 50.

Minoxidil

Este é utilizado como vasodilatador de uso oral, atuando através do relaxamento da musculatura lisa arteriolar, diminuindo a resistência vascular periférica. No tratamento da alopecia androgenética em adultos, somente o seu uso tópico é recomendado, pois não há comprovação do efeito vasodilatador na melhora do tratamento.

Estudos demonstraram que o uso tópico do minoxidil aumenta a vida dos queratinócitos, através da melhora do agrupamento de cisteína e glicina no folículo piloso e, na papila dérmica, leva ao acúmulo de cisteína na zona de ceratogênese. As concentrações utilizadas mais comumente são de 2% e 5% (principalmente no sexo masculino) aplicadas sobre a área calva, com duas aplicações diárias. Ele é indicado para pessoas com áreas de alopecia menores de 10cm3.

Os efeitos do Minoxidil

Os primeiros efeitos se dão sobre a queda de cabelo, com a diminuição e até estabilização dentro das primeiras 8 semanas de tratamento. Após este tempo, inicia-se o período de crescimento capilar. De acordo com estudos clínicos realizados pelo fabricante do Minoxidil (Regaine®, da Johnson & Johnson) com homens de idade entre 18 e 49 anos, foi relatada a seguinte resposta ao uso da medicação (em concentração de 2%):

Cerca de 26% relataram crescimento de cabelos de moderado a denso após uso da medicação, durante 4 meses em comparação com os 11% dos homens que relataram crescimento usando somente placebo.

Outros estudos realizados relatam conversão de pelo do tipo velo em pelo terminal, em aproximadamente 30% dos pacientes. Os pacientes também chegaram a relatar os efeitos colaterais mais comuns: cefaleia intensa, sudorese, edema, rebaixamento ou aumento de pressão arterial, náusea, vômitos.

Finasterida

A finasterida é um inibidor da 5-alfa redutase do tipo 2, impedindo a conversão periférica da testosterona em diidrotestosterona (DHT) e, conseqüentemente, diminuindo a ação androgênica, que afeta a distribuição masculina de cabelos.

Os folículos capilares possuem 5-alfa-redutase do tipo 2 e homens com deficiência desta enzima não apresentam alopecia androgenética. A dose de 5 miligramas de finasterida é usada principalmente em hiperplasias prostáticas, sendo indicada a dose 1 miligrama diária para tratamento da alopecia em homens.

Os resultados do uso da Finasterida

A finasterida demonstrou diminuir a progressão da alopecia androgênica nos homens tratados e, em muitos pacientes, estimula um novo crescimento. Embora afete a calvície do vértice mais do que a queda de cabelos frontal, a medicação tem demonstrado aumentar o novo crescimento também na área frontal.

A finasterida deve ser continuada indefinidamente, pois a interrupção resulta em progressão gradual do distúrbio. Os pacientes narram como efeitos colaterais mais comuns da finasterida: a diminuição da libido e a disfunção erétil.  (conheça também os riscos do uso da finasterida)

Existem alternativas fitoterápicas com efeitos comprovadamente eficazes e de uso tópico. Como exemplos destes fitoterápicos estão em destaque temos: o saw palmeto, pygeum africano, cafeína , chá verde, Fo Ti e urtiga dioica.

Saw palmeto

Serenoa repens, uma pequena palmeira nativa da América do Norte, possui um fruto com uma ação anti-androgênica e anti-inflamatória, inibindo a formação DHT (metabólito biologicamente ativo do hormônio testosterona, cuja ação leva a queda capilar e a miniaturização dos fios de cabelo).

Estudos do extrato do saw palmeto demonstraram que a forma oral atua como um inibidor 3 vezes mais eficaz que alguns ativos tradicionalmente usados. Entretanto, foi observado também a sua eficácia no uso tópico (tônico capilar) associado ou não a outros ativos. Foi verificado que este extrato não provoca a disfunção erétil nem distúrbios de ejaculação ou mesmo alterações da libido, representando, de certa forma, um ganho de qualidade.

Pygeum africano

O extrato é retirado de um tipo de ameixeira africana, a Pygeum, que é rico em fitosterois, como por exemplo o beta-sitosterol, que tem como função inibir a ação da DHT, reduzindo por sua vez os níveis de prolactina e colesterol na glândula da próstata nos homens, e também diminuindo os receptores da DHT.

Pygeum africanum 

Fo-Ti ou He Shou Wu

É uma erva lendária, conhecida por ser capaz de reverter os cabelos brancos e até mesmo a calvície, além de inibir o DHT. Foi realizado um estudo com 36 pessoas para avaliar a reversão de cabelos brancos, através do consumo do extrato de Shou Wu.

No final do período de teste, 24 pessoas tiveram uma completa inversão de cabelos brancos. Oito delas foram capazes de reverter os cabelos cinzentos para um grau mais escuro, mas não completamente.

Cafeína – estimula o crescimento dos cabelos

Um estudo recente de cientistas da Universidade de Lübeck, na Alemanha, publicado no Jornal Internacional de Dermatologia, comprovou que a cafeína é capaz de impulsionar o crescimento dos cabelos e prolongar o seu ciclo de vida, pois ela é responsável por bloquear os efeitos do hormônio DHT, que age dentro dos folículos capilares, desencadeando a morte das células que produzem os fios e consequente a queda.

Os efeitos da cafeína no couro cabeludo

A pesquisa concluiu que os folículos capilares femininos são mais sensíveis e respondem mais rapidamente ao tratamento com cafeína do que os masculinos. O experimento feito pelo dermatologista Tobias U. Fischer, dermatologista da Universidade Lübeck, envolveu a aplicação de uma solução com cafeína nos folículos capilares fragilizados. Observou-se que a velocidade de crescimento aumentou em 25%.

Além disso, a cafeína ainda favorece o fluxo sanguíneo ao interagir com os folículos capilares, o que melhora a distribuição de nutrientes entre os fios. Desta forma, o estimulante tem o benefício adicional de fazer com que os cabelos cresçam muito mais fortes e saudáveis, o que previne a quebra. As propriedades antioxidantes da substância também ajudam a combater o envelhecimento precoce das madeixas.

Urtiga Dioica

A urtiga é uma das ervas com melhores efeitos para diminuir a queda de cabelo. As suas características antifúngicas e antibacterianas ajudam a purificar a raiz do cabelo, e a evitar os ganhos de caspa e sebo excessivo. Mas a sua principal característica está em ser um dos melhores bloqueadores de DHT que podemos encontrar na Natureza.

O DHT é um hormônio derivado da testosterona que afeta severamente os folículos capilares. Porém quando combatemos o DHT com produtos medicamentosos químicos (principalmente por via oral), acarretam-se inúmeros efeitos secundários preocupantes. A urtiga pode ser aplicada por via oral, embora para o cabelo seja melhor por uso tópico (tônico capilar associado a outros ativos).

Chá verde

O ativo também tem sido bastante usado em produtos para cabelos por causa de suas propriedades antioxidantes, que são muito ligadas não apenas ao crescimento dos fios, mas também no combate à queda de cabelo.

No entanto, é fundamental ressaltar que para conquistar tais benefícios o ativo nunca age sozinho. Ele está sempre combinado a outros ingredientes dentro de um produto, e é essa ação conjunta que ajuda a deixar os cabelos mais bonitos e saudáveis.

Possui em sua fórmula química um composto de polifenóis chamado galato de epigalocatequina ou simplesmente EGCG. No cabelo ele consegue estimular o crescimento e o fortalecimento dos folículos capilares, responsáveis pelo nascimento de novos fios. Além de suas propriedades antioxidantes, também possui propriedades anti-inflamatórias, especialmente quando se refere ao couro cabeludo.

O chá verde combinado a outros componentes pode favorecer a saúde capilar

A combinação do chá verde no combate à calvície

O chá verde é capaz de atuar na inibição do composto dihidrotestosterona ou simplesmente atividade DHT, relacionada ao hormônio testosterona. No cabelo, essa característica tão específica atua no combate à queda de cabelo e à calvície. Quando combinado com outros ativos conhecidos por suas características fortificantes, consegue dar volume aos fios como um todo, protegendo, por exemplo, cabelos tipicamente finos e ralos de sofrerem com a queda capilar.

Vale lembrar que os benefícios do chá verde no cabelo só acontecem quando em conjunto com outros ativos, que sejam comprovadamente efetivos e de uso contínuo.